quinta-feira, 26 de agosto de 2010

- O que é poesia?

– Perguntou-me, enfim. Quis indagar se as intensas orbes castanhas que me fitavam não podiam também iluminar-me a face. Pelo sim e pelo não; sorri.
- O que é poesia? Ora! - Repeti, usando de uma entonação quase infantil para forjar algum espanto. Em nada tais romances acentuavam as minhas qualidades teatrais. - Como é que me pergunta uma coisa dessas?
- E qual é o problema? – Enrugou a testa. Provavelmente tinha dúvidas se não estava eu a zombar. Pelo sim e pelo não; sorriu.
- Eu não sei o que é para as outras pessoas. A única poesia que eu conheço... é você.

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